sábado, 28 de fevereiro de 2009

Pode ser ou tá difícil? Olha... tá difícil.

Não, eu não vou reclamar da minha conta bancária. Muito menos, da minha condição social.

Também não quero fazer drama sobre as injustiças da vida, sobre ter que aderir à lei do mais forte por livre e espontânea pressão e viver à custa da sorte (ou da bondade Deus) para não ser atingido por uma bala a caminho da padaria.

Não é raro e não é de hoje que viver tem custado caro. Custa dinheiro, custa paciência e custa fé. Às vezes, o custo até sai fora do orçamento da alma. A não ser o famigerado elenco do Jackass, ninguém espera com entusiasmo levar um chute no saco. Bom, se eu ganhasse o mesmo que eles pra isso talvez fosse interessante.

Enfim, não quero reclamar de tudo que todo mundo já está farto de reclamar. Mas, tá phoda. Tá phoda acreditar que essa situação não é pra sempre. É muito difícil convencer a mim mesma que tudo o que eu tenho hoje é tudo o que preciso nesse exato momento. Acho que é porque sinto que esse exato momento pode se replicar por muito e muito tempo ainda. E pensar nisso cansa.

Eu até tento fazer da vida uma poesia. Do tombo, um passo de dança. Estava eu aqui degustando meu miojo e bebendo um copo de coca-cola gorda beeeem gelada. Sim, eu realmente estava degustando e não simplesmente mandando o macarrão instantâneo pra dentro. Eu gosto dessa porcaria, principalmente quando coloco apetrechos nele, como creme de leite. Comer, pra mim, é orgástico e preparar a comida é uma preliminar. Se a comida é daquelas que engordam, então, é um sexo selvagem. Daí, estava eu aqui compenetrada (sem trocadilhos) e desfrutando desse momento gastronômico medíocre, quando pensei: quando esse prato acabar, ou eu vou me sentir satisfeita ou com peso na consciência. Ou seja: nem comer em paz eu posso, porque tudo vem com um porém. Se eu comer demais, engordo (e não to falando na “gravidade” do sentido). Se eu gastar demais, me endivido... mais. Não posso expor tudo que penso, porque muita gente pode usar isso contra mim. Também, não posso fingir que aceito tudo, porque eu posso usar isso contra mim mesma.

Na verdade, tudo parece ser levado com a onda. Quando dá, a gente melhora de vida. Quando der, a gente sai da pindaíba. Não quero isso. NÃO QUERO! Não quero viver aceitando as migalhas do acaso. Quero sair da onda e pegar a rota aérea pra alcançar a montanha mais alta que me permitir chegar. Eu quero, eu sei que posso, eu não vou desistir. Não, não, a crise não vai tirar isso de mim, muito menos os tatus (que me levam pro buraco).

Mas, sabe, não é docinho. Porque se fosse, eu já tava rica fazendo brigadeiro.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

O MEU seguro morreu de velho... FDP

Antes de tudo: BLOG-DOS-INFERNOS-Q-APAGOU-TUDO-Q-EU-JA-TINHA-DIGITADO...



Vamos lá... de novo:




Seguro de automóvel é igual marido imprestável: Às vezes você nem lembra que tem e se tem, é por desencargo. Mas é quando realmente você precisa que vê o tamanho da cagada que fez.

Sei que ninguém é obrigado a ler palavrão a rodo, mas APAP***QUEPARIU com a minha seguradora, seus funcionários capangas imprestáveis e seu Call-Center de merda.

Eu juro, juro, juro e juro mais um pouco: nunca mais faço Seguro em Banco. São caros, são gritantemente mentirosos e quando você mais precisar, vai ganhar passagem pro céu sem escalas, porque todos os seus pecados serão pagos.

Resumindo a novela toda, bateram no meu carro (sim senhor, não foi minha culpa. Meu Uno 93 estava devidamente estacionado e eu no médico) e fugiram. Graças às testemunhas (agradeço de coração) que anotaram a placa do infeliz, descobri quem era o caboclo.

Podia ser um playba bêbado que pegou o Golf do pai e saiu achando que o mundo era o oceano e ele, a Mody Dick. Mas nããããão... não comigo. O autor, dono de um Land Cruiser, é um fazendeiro, que tem nas costas nada mais nada menos que um senhor processo por trabalho escravo, digo, o MAIOR DO BRASIL. Deve 2 milhões pro governo e fugiu pra não ter mais 7 mil na caderneta.

Aí, a minha seguradora queria que eu fosse atrás desse cidadão. Claro, porque eu sou o Bozo.

Mas isso não é nem um terço da missa toda. Fazem 2 meses que aguardo minha Indenização e a única coisa que me falam é: "Estamos aguardando um endosso para liberar o pagamento". QUE DIABOS DE ENDOSSO É ESSE QUE NÃO PODE SER FEITO, ASSIM, FACILMENTE?

E por mais que eu mande e-mails, ligue, cobre, ameace, chore, xingue, não tenho sucesso. Estou a pé (graças a Deus porque posso andar), andando de bumba (calor humano faz parte do itinerário), enquanto os donos do Banco e de suas sucursais estão comodamente em seus veículos com ar-condicionado. Eles estão, na verdade, recrutando uma equipe de palhaços, porque é exatamente isso que somos. Compramos suas ideias, acreditamos em seus contratos, abrimos o coração para suas promessas, cegos pela liberdade plástica que a publicidade oferece.

Nessa brincadeira toda já foi meu estômago, consumido pela gastrite, e de redondinha passei a redondassa (parece que todo líquido que bebo é retido pelo meu corpo. Até meu organismo está com medo de se fu*** e não tá deixando escapar nada). Se eu não gritar, eu vou mandar alguém pro inferno, nem que eu tenha que levar pessoalmente.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Perigo - Conteúdo Explosivo.

É complicado explicar. Mas eu tento.
Eu sofro de paviocurtite já faz uns anos. Tudo começou quando descobri que não precisava ser amável com todos o tempo todo, pelo simples fato que nem todos eram amáveis comigo todo o tempo. Parece cruel, mas é humanamente natural. Porque nessa brincadeira de deixar de ser política eu fiz inimigos e bons amigos, fiz cagada e vários acertos, fiz polêmica e fiz história... às vezes até fiz mal pra mim mesma... mas na maioria do tempo é bem legal! Ou seja, eu vivo mais feliz que o mané que sorri pra todo o mundo mas no fundo adoraria ser o Bin Laden.

Gosto de ser asssim. Gosto até de ser chamada de "grossa". Incrivelmente minha grosseria atrai as pessoas, porque, mesmo com todas as patadas, continuo sendo a boa amiga que dá conselhos.
Mas, de qualquer maneira, esse blog não é pra dar conselhos (bom, se a carapuça servir, fique à vontade). Quero escrever pra mim, sobre as minhas gastrites e as inúmeras fontes de úlcera que encontro todos os dias e não posso aniquilá-las como gostaria. Então escrevo. Poupo as cordas vocais porque não preciso gritar, economizo pratos pois não tenho que arremessá-los ao chão e não vou presa outra vez por agredir o gerente do banco... calma, nunca fiz isso... mas sabe, bem que gostaria...